
A morte dos olhos de ressaca – O legado de Capitu
Estou cansada dos meus olhos de ressaca!
Estou cansada de olhar e olhar e não ser olhada.
Cansada de atrair e não ser atraída.
Sinto falta daquele olhar de prata que você levou embora...
Estou cansada dos meus olhos de Medusa!
Estou cansada dos meus olhos de Medusa!
Pois eu não sou nenhum mostro mitológico!
Não quero mais esse olhar que paralisa, que gela o sangue e deixa o herói grego sem ação.
Olhar que enfeitiça e que atrai o herói grego e para ele doa-se por inteiro, perdendo todas as suas defesas...
E o herói grego, com medo de virar estátua, foge e abandona sua feiticeira, deixando-a com nada a mais do que um coração partido e lágrimas nos olhos...
Não quero mais esses olhos de ressaca!
Que como a ressaca do mar tudo traga, trás para si.
Olhar que enfeitiça e que atrai o herói grego e para ele doa-se por inteiro, perdendo todas as suas defesas...
E o herói grego, com medo de virar estátua, foge e abandona sua feiticeira, deixando-a com nada a mais do que um coração partido e lágrimas nos olhos...
Não quero mais esses olhos de ressaca!
Que como a ressaca do mar tudo traga, trás para si.
Aquele olhar que te engole, puxando com tamanha força, que o mocinho não resiste e entrega-se a ele.
Assim também o faz a dona do olhar.
Mas o mocinho, com medo de se afogar, vai embora. Foge, deixando-a com nada mais do que um coração partido e lágrimas nos olhos...
O herói grego, assim como Perseu, usa seu escudo como espelho para livrar-se da dona do olhar paralisante.
O mocinho, assim como Bentinho, passa a ver os olhos de ressaca como olhos de cigana oblíqua e dissimulada.
A dona desses olhares fica lá, abandonada, sozinha, com um coração partido cheio de amor. Amor que não lhe é mais recíproco. Amor gerado de um olhar doador que se entrega sem defesas.
Não! Não quero mais carregar essa maldição!
Não quero mais esses olhos de ressaca!
Mas o mocinho, com medo de se afogar, vai embora. Foge, deixando-a com nada mais do que um coração partido e lágrimas nos olhos...
O herói grego, assim como Perseu, usa seu escudo como espelho para livrar-se da dona do olhar paralisante.
O mocinho, assim como Bentinho, passa a ver os olhos de ressaca como olhos de cigana oblíqua e dissimulada.
A dona desses olhares fica lá, abandonada, sozinha, com um coração partido cheio de amor. Amor que não lhe é mais recíproco. Amor gerado de um olhar doador que se entrega sem defesas.
Não! Não quero mais carregar essa maldição!
Não quero mais esses olhos de ressaca!
4 comentários:
Nossa...
Que texto intenso... Intenso e revelador como a mente que criou essas palavras, frases e versos...
Seus olhos de ressaca são a sua dádiva, a sua luz...
Se o mocinho tem medo e foge, azar o dele, medroso...
Pensa bem... Em milhões de novelas e filmes românticos, o casal perfeito sempre termina junto... No fim né? Tá, não tô dizendo que o mocinho corajoso que aparecerá no seu caminho aparecerá só no fim de sua história, aff... Que venha, e já...
Mas pensa que até o verdadeiro mocinho chegar na princesa com olhos de ressaca, ele precisa enfrentar umas bruxas, matar uns dragões e enfrentar uns tiranos...
Isso é fácil... Não temos que matar um dragão por dia pra viver...
Já já ele chega...
Bjo!!!
Ka!
Adorei o texto!Tá mto bom!Realmente intenso!
Mas concordo com a Parallel,o herói grego é um medroso e se é herói,não deveria ser né.
Não tenho nada mais a comentar,os olhos de Medusa paralisaram as palavras,hehe.
Te amo!
Bjokas!
Tia Douda!
Que textio show de bola! que amoiga mais foda que eu tenho!!!
Sonho em reencontrá-la num dia destes.
Te desjo o melhor!
http://www.xexa_xexinha.weblogger.com.r
beijos
São covardes demais, amiga! Ainda bem que somos mulheres!
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