
Ok.
A correria deu-me uma trégua, que aproveito para tecer minhas considerações a respeito da peça Aos Ossos Que Tanto Soem No Inverno, que está em cartaz no Teatro Ruth Escobar.
Sábado fui assistí-la, eu e uma galerinha do teatro. Estava ansiosa para ver pela primeira vez Nelson Peres e Mário Bortolotto. A fama dos dois eu conheço de longe e, seus blogs já foram alvo das minhas visitas, mas no palco, eu ainda não os vira.
A platéia entra e, como num abraço, senta-se ao redor do palco. Local este em que se encontra uma cenário simples, bagunçado, cheio de latas de cervejas espalhadas em cada canto. Cenário que personifica a personagem que está lá, em pé, enquanto a platéia ainda se acomoda.
A trama se desenrola num texto poético que invade nossos ouvidos nos transportando para um estado de tupor. Somos tomados pelas falas das personagens, falas que substituem as nossas próprias palavras.
Quando os quase 60 minutos chegam ao fim, saímos de lá com um aperto gostoso no peito. E ficamos um bom tempo ainda atingidos pelo brilhante texto de Sérgio Mello.
Eu, particulamente, saí de lá com uma felicidade infantil, de quem ganha um presente há tempos esperado.
Fiquei encantada com as atuações que vi! Dois grandes atores em cena!
Recomendo a todos que tiverem oportunidade, que corram para lá, e aqueles que não tiverem, que arrumem uma maneira e vejam do mesmo jeito!!“AOS OSSOS QUE TANTO DOEM NO INVERNO”(Texto - Sérgio Mello / Direção – Soledad Yunge)Aos Ossos Que Tanto Doem no Inverno. 60 min. 16 anos. Teatro Ruth Escobar - Miriam Muniz (59 lug.). R. dos Ingleses, 209, Bela Vista, tel. 3289-2358, metrô Brigadeiro. 6.ª e sáb., 21 h; dom., 20 h. R$ 20. Até 27/4
Um comentário:
"Que vejam do mesmo jeito".
É isso.
Que vejam de qualquer jeito, mas que vejam.
Muito bom!
Bjo!
Postar um comentário