6 de ago. de 2008

História do Brasil por minha avó

Outro dia estava tomando café na casa da minha avó, coisa que adoro fazer, o café dela é ótimo!
Começamos a conversar e não me lembro por qual motivo o assunto virou história do Brasil. Minha avó só cursou até a quarta série, e isso há muitos anos atrás. Ela começou a contar a história do Dom Pedro I. No meio da história, ela solta uma dessa que eu achei muito fofa: "Dom Pedro estava cortejando a Marquesa de Santos, e seu pai, Dom João também gostava da marquesa, por isso ele queria que Dom Pedro fosse embora do Brasil, então Dom Pedro, que não queria ir embora, foi para São Paulo e gritou a independência do Brasil".
Daí fiquei pensando, na minha avó contando essa história, com toda a inocência de uma criança, de como ela lembrava que tinha sido contada pra ela na escola. E toda a reflexão sobre a Idependência do Brasil e pelos seus porquês se disolveu, e o que ficou foi essa simples, inocente e infantil estória. E como ela basta.

3 comentários:

Fernanda Bello disse...

Preciso conhecer sua avó. Ela parece ser muito fofa mesmo. Sabe que nunca tive muito contato com minhas avós. Minha avó materna mora longe, sempre morou. Eu a vi muito pouco na vida. Minha avó paterna apesar de legal, só se importa com presentes, beleza e dinheiro. Nunca foi carinhosa comigo, porque eu não era bonita e rica. Só foi uma vez e por obrigação, mas isso não vem ao caso. Às vezes sinto falta de carinho, de ter com quem contar, um irmão mais velho por exemplo. Mas ser filha única em uma família com muitos tios e primos é assim.
Ai... escrevi mais do que devia. Mas como não sou de apagar nada do que escrevo...
Vou deixar um beijo. Ou melhor, dois. Pra vc e pra sua avó!

Artur Gelumbauskas disse...

Realmente, é muito engraçado certas coisas. Tem coisa que a gente explica milhões de vezes, tenta ler pelas entrelinhas, constrói um jogo de estratégia para que outra pessoa entenda aquela linha específica, que quer dizer tudo o que você quis um dia mas não soube expressar. E chega alguém, conta com a maior inocência, e você não sabe nem como pensar, nem precisa, mas mesmo assim fica meia hora pensando. Entendeu, mesmo que não fosse verdade. Sentiu. Absorveu. É seu, fez parte. E nem precisava de tudo aquilo, nem precisava de mais nada...

Anônimo disse...

Mas as hitórias da nossa realidade são mesmo infantis, simples e muitas vezes toscas, desimportantes, sem sentido, enfim... os livros de História é que fazem com que o cotidiano pareça heróico, mas na verdade não foi nada disso, não... apenas deram valor maior a alguns fatos tão desimportantes quanto escovar os dentes.