5 de fev. de 2009

Vazio

Onde foi parar
aquele meu lirismo,
que apesar de ingenuo,
me fazia escrever?

Onde foi parar
aquele meu hipnotismo poético,
que num transe,
vomitava poesia?

Onde foi parar
aquela vontade absurda
de falar do grotesco
revelando a podridão da alma?

Onde foi parar
aquela indginação
com o escrito,
a mesma que me esquece a vida?

Onde foi parar
aquele medo intrinsico
que por mais que machucasse
fazia criar?

Onde foi parar
a insatisfação com a arte
a arte comercial e podre
que me fazia convulsar?

Todos eles se foram,
esvairam-se como
a própria vida se esvai.

A efemeridade da beleza e da poetcidade
é tão frágil quanto o desespero e a agústia
do vazio sem esperanças...

3 comentários:

Blower's Daughter disse...

Onde foi parar? Aí nas suas palavras! Nas belas palavras!

Tally M. disse...

lindo!
beijo

Anônimo disse...

Adorei ká!