5 de jul. de 2009
Engenharia
Fria como uma névoa matinal, ela se sentou diante das luzes dos pisca-piscas, que enfeitavam a fachada das casas daquela pequenina rua, onde crescera, e sempre acreditara que o amor lhe seria possível. Fria como um metal, ela sentiu seu coração soltar rangidos estranhos. Rasgou o peito, não podia mais com aquela barulheira infernal e mecânica. Quando enfiou a mão no peito aberto, percebeu que uma gosma preta escorria pela pele, e olhando de perto, viu que seu sangue agora era graxa preta Agarrou o antigo músculo pulsante e, com força, arrancou de dentro de seu corpo aquilo que lhe pareceu ser uma enferrujada engrenagem.
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3 comentários:
Duas palavras: do caralhooo!!!
É isso, seu texto tá "do caralho"!!! Desculpe não elogiar de uma forma menos vulgar, hahaha, mas é que amei seu texto e ele tá foda! Pronto!!! Tá do caralho e fodástico! Fantástico!
Ah, obrigada pelo comentário no meu blog, adoreeeei! E eu tb adoro ler seus escritos!
Bjokaaas, sister!
Te amo!!!
lindo e tocante.
só isso.
e é o bastante pra definir, rs
beijos
Tão bom qto um por do sol frio e chuvoso na praia
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