18 de nov. de 2009

Quod me nutrit me destruit

Como um moinho de vento, meu coração faz em migalhas todas as minhas esperanças e um lodo azul corre por minhas veias.

Nunca antes me senti tão viva!! Tão viva que chega a doer, atropela meu peito e um caracol de pensamentos me doma e me faz sentir-me mulher, como nunca me sentira antes.

Os cabelos longos, e negros, soltos sobre as costas nuas, escondem as marcas do tempo e do desejo.

Sou toda desejo.

Falta, anseio.

Respiro intensidade e assim me auto-mutilo. Voracidade! Amatividade feroz! Indomável...

Na pele as feridas do amor,

no sangue uma saudade infinita,

na alma uma paixão insolente.


Porque amor se escreve com sangue...

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