17 de dez. de 2009

Fim de ano...

Centro. Final de uma tarde de terça-feira de dezembro. A multidão corriqueira de volta às suas casas. O metrô cheio. A espera parada ao lado de uma banca de jornal. A saia do vestido ondulando à brisa gostosa de fim de primavera. Um cidadão, morador de rua, com cara de veterano de guerra, se aproxima. Gentilmente pede uma ajuda. Ela, infelizmente, não tem nenhuma moeda ou algo que possa dar. Lamenta não poder ajudá-lo. Ele vai embora sem se irritar. Ela espera ainda mais alguns minutos, quando o avista no meio da multidão. Não foi difícil, com aquela camisa da seleção italiana, pulsando azul!! Os dois se encontram, e seguem para um café, no meio do expediente dele. A desculpa "vou descer e volto em 20 minutos". Bebem, conversam, beijam-se, e as mãos tímidas, por estarem em público, os desvendam lentamente.
Hora de ir embora. Os vinte minutos já ficaram para trás. Ele a acompanha até o metrô. Despedida demorada, tomada de carícias. Ela o manda embora. Os quarenta e cinco minutos que ficaram juntos se encerram. Ele volta à rua movimentada, ela adentra os corredores da estação. Ele é uma exceção em sua vida.

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