Não queria a perfeição, só pensava que ser mais tolerante e coerente ainda fossem qualidades presentes nesses filhos de Adão.
Somos questionados por sermos pacíficos perante às injustiças político-sociais que nos atingem diariamente. Mas quando saímos com o braço estendido e bradando por liberdade e igualdade, somos considerados "bardeneiros".
Não está em jogo quem está certo ou errado, mas lutar por aquilo em que se acredita é o mínimo que se pode exigir de alguém, para que possa ser considerado digno da humanidade que o acolhe.
Não fazer nada para mudar o mundo que se critica e achar que "é sempre assim, nada vai mudar", é um desrespeito aos nossos antepassados que foram à forca por suas ideias. Não aprecio a violência, principalmente a violência desmedida daqueles que são portadores da força e da ordem.
Só porque uma coisa é tida como regra (lei), não significa que ela seja justa. E, às vezes, para se conseguir as mudanças almejadas, é preciso transgredir às regras, sem que isso signifique agressividade gratuita.
É mais nobre lutar pelo que se acredita do que se esconder atrás das respostas prontas, fatalistas, inertes, sem vida; apenas para justificar uma "consciência social", que de consciente não tem nada.
Um comentário:
Se vc questiona uma regra ou lei já é logo chamado de intransigente ou transgressor, ou revolucionário (num sentido pejorativo), como se vc estivesse querendo um mal simplesmente por colocar um novo ponto de vista sobre algo. Ou seja, não é uma "pessoa direita", de "bem". Isso me faz perguntar: o que é ser "uma pessoa direita"? É aquela que se submete aos padrões? Que aceita o que foi imposto como uma verdade inquestionável? Um dogma? Ou é aquela que questiona a sociedade não por querer ser do contra, mas por se preocupar com a perversidade que rola por aí escondida e mascarada em "regras de boas maneiras" e leis que só beneficiam, realmente, uma pequena parcela das pessoas?
Também acho que devemos lutar pelo o que acreditamos, sem precisar de violência.
Mas talvez isso seja utópico, não sei... De qualquer forma, podemos tentar, não é mesmo?
Bjokas, sister!
Te amo!
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