"Quantos amores poderiam habitar um só coração?" Foi essa a pergunta que ela fez, desde muito cedo, quando male mal conseguia sentir os primeiros indícios das borboletas no estômago. Tinha medo de que o amor pudesse ter uma forma fixa, rígida que exigisse todo o espaço físico de seu peito, ou que fosse tão pequenininho que precisasse de muitos, mas muitos amores para poder se sentir repleta e feliz. Decidiu, então, criar seu próprio sistema de pesos e medidas, e atribuiu a cada paixão uma unidade de medida equivalente à uma pétala de rosa que guardaria dentro de uma caixinha do mesmo tamanho de um coração adulto. E assim, ela foi medindo e listando, cada paixão com sua medida em pétalas traduzida. Uma paixonite ganhava apenas uma pétala, mas dependendo da intensidade, um amor poderia ganhar a marca estrondosa de 10 pétalas. Isso significava muito. Quando a caixinha estivesse lotada, saberia responder à sua pergunta ...
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