Acorda algumas vezes, despertador do celular Às 8h, desliga, volta a dormir, mão a acorda, susto, são 8h40, precisa sair de casa às 9h.
Levanta de sopetão, recolhe algumas roupas pelo quarto bagunçado, meio sonolenta, vai ao banheiro, troca-se, escova os dentes, volta ao quarto, termina de se arrumar, busca um casaco, abre o guarda-roupa, não o encontra, vai ao banheiro, está lá pendurado, pegá-o, veste-o.
Vai à cozinha, pega um pedaço de pão, abre a geladeira, escolhe o suco de maçã de caixinha; pega uma garrafa d'água, vazia, enche, volta para o quarto, a guarda na mochila, pega o celular (largado em cima da cama), dá um beijo em sua mãe, sai de casa, ainda tomando seu café da manhã.
Caminha até o ponto de ônibus, logo ele passa, dá sinal, entra, senta-se, termina o suco, joga-o no lixo.
Desce no metrô, linha vermelha, não muito cheio; desce na Sé, baldiação, linha Azul, em pé, mas confortável; desce na Vergueiro.
Corrente de ar, arrepio, caminha até seu destino; entra, espera, o acesso ainda não está liberado; faz amizades.
Conversam sobre o frio, assina e pega o crachá, aguarda, as pessoas começam a chegar, liberados, descem, entram na sala, tira o casaco, o professor chega; espreguiça-se, alonga-se.
A aula começa.
(texto escrito na aula de 18 de agosto, a pedido do professor, foco da aula, o corpo cotidiano. Depois desse texto, cada aluno (com o seu, lógico), transformou as ações em partitura corporal cotidiana).
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