21 de mar. de 2011
Oceano
Mirna estava triste. Triste como só ela sabia ficar. Sentada, com o horizonte azul-esverdeado diante de seus olhos, sentia seu peito rodopiar como um peão. O vento a socar-lhe a face e, as lágrimas, a debandarem, veneno que salgava a pele. Amava. Um amor singelo, sincero. Amor que conhecia um único caminho. Saía de sua casa e não voltava. E assim, ele esvaia-se. Um pouco a cada dia, para presentear a vida daquele que não a merecia, e que não devolvia o agrado. Como um conta-gotas, a tristeza ia depositando-se em seu coração, cada vez que um pedaço de amor resolvia aventurar-se na travessia sem resposta. E a gota virou um oceano, que transbordava dor em seu corpo afogado.
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Um comentário:
Wow... wow...
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